Fernando Silva
Tubarão
Manter os filhos em escolas particulares ficará mais caro em todo o país. As instituições devem reajustar de 8% a 10% o valor das mensalidades do próximo ano. Isso se dá por causa de aumentos nos custos de manutenção das unidades de educação, dos salários dos professores e outros tributos.
Além disso, fatores como maior custo de vida nas cidades, inflação, contas de água, energia e impostos mais caros, e inclusive a própria inadimplência também interferem. Para que o ensino seja sustentável, é preciso então repassar os valores.
O assessor de imprensa do Sindicato das Escolas Particulares de Santa Catarina (Sinepe/SC), Aldo Grangeiro, explica que cada escola estabelece o reajuste que considerar necessário. “Às escolas não querem superfaturar o custo do ensino, é mais vantajoso ter um maior número de alunos. Esses acréscimos são normais, é equivalente ao custo de vida do município. Varia muito com a soma de diversos fatores”, justifica.
Geralmente, os reajustes ocorrem uma vez por ano. Para os pais preocupados com a situação, a orientação do Sinepe/SC é que procurem instituições de ensino onde o valor seja compatível com a renda. Existem diversas escolas com valores e formas diferenciadas de pagamento. Tudo o que se precisa fazer é pesquisar.
“As escolas justificam aos pais os valores e os aumentos. Algumas proporcionam 50% de desconto para quem paga a matrícula em dia, por exemplo, portanto, as famílias devem estar cientes de que o aumento serve para manter a qualidade de ensino, e também têm a opção de buscar instituições mais baratas”, reforça Aldo.

